domingo, 24 de fevereiro de 2013

Livro: Sem deixar rastros [Harlan Coben]

Esse foi meu primeiro livro de estreia com o autor Harlan Coben. Pelo o que havia lido a respeito, não achei esse livro tão bom; minha expectativa era maior. Ok, não comecei pelo primeiro livro da série de Myron Bolitar, foi um presente. Porém parto da premissa que se o autor é  bom não necessariamente você precisa ler sua série na sequência, exceto se existe uma cronologia de fatos. Porém geralmente em livros policiais, cada caso é um caso, às vezes algum detalhe da vida do policial e/ou detetive é que pode ter uma cronologia, mas nada que seja de fato significativo para o desenrolar da trama.

Bolitar era uma jovem promessa do basquete americano, mas o sonho acabou após uma lesão no joelho que o afastou definitivamente do esporte. Seguiu uma vida "comum", tornou-se agente esportivo e também detetive particular. Seu antigo rival das quadras Greg seguiu a carreira na NBA, jogador de sucesso, que misteriosamente desaparece sem deixar rastros e a suspeita de ter cometido um assassinato. Bolitar é chamado pelo dirigente do time para integrar o time na tentativa de encontrar pistas do paradeiro de Greg sem que isso chamasse a atenção de autoridades e mídia. Jogos, vícios, dinheiro e uma mulher no passado é parte do que reune esses dois ex-adversários de quadra nessa trama policial.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Livro: O homem que sabia javanês e outros contos [Lima Barreto]

Esse livreto possui cinco contos de Lima Barreto, importante jornalista e escritor brasileiro. Apesar de ser uma leitora assídua nunca havia lido nada do autor.

Muito interessante a leitura, pois é uma viagem no tempo no Brasil dos fins século XIX e início do século XX: a cultura, a sociedade, os modos de trajar-se, fala e escrita. Bem diferente dos tempos atuais, de revisão da língua portuguesa, de tantos neologismos. É enriquecedor ler um clássico como este, pois também amplia o vocabulário.

O homem que sabia javanês conta a história de um homem que é um embuste, que se faz passar por professor de javanês sendo que nunca tinha tido contato com o idioma. Precisava de um emprego, viu o anúncio, foi até uma biblioteca e pesquisou sobre o país, o idioma e assim se fez crescer. Começou como professor e até virou diplomata.

Gostei também do conto da Nova Califórnia e me trouxe à memória uma novela da Globo, A Indomada, que tinha um alquimista Raimundo Flamel, a cidade de Tubiacanga. Muito interessante! Apesar que o conto é curtinho, mas certamente fiquei com vontade de ler mais história sobre a ganância do ser humano, que ao ser confrontado com a possibilidade de transformar ossos em ouro.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Livro: Eu sou Deus [Giorgio Faletti]

Terminei de ler o livro no início do mês, mas foi tão tão empolgante que enrolei quase um mês pra escrever sobre ele. Para quem não entendeu a piada, eu fui irônica. Rs...

Falletti tornou-se uma decepção. Seu primeiro livro "Eu mato" simplesmente me dominou, não queria parar de ler e cheguei a colocá-lo na lista dos autores favoritos (perdendo para Jeffery Deaver, que nunca saiu do #1, e Stieg Larssen). Saí recomendando o livro para alguns amigos, emprestei meu exemplar... Todos gostaram!

Enfim chega o segundo livro no Brasil, "Memórias de um vendedor de mulheres". Uma trama interessante, mas longe de ser empolgante como o livro que tornou Falletti famoso.

"Eu sou Deus" conseguiu ser menos interessante que o anterior. Muitos personagens pequenos, que aparecem, somem e de repente reaparecem. Várias vezes me perdi e não lembrava mais qual era o contexto por trás daquele personagem. Até voltei alguns capítulos para refrescar a memória.

A história passa em Nova York. Um prédio explode, matando dezenas de pessoas. Aparentemente um fato isolado. Porém outras explosões ocorrem na cidade. O que parecia ser uma série de ataques terroristas, na realidade tem como pano de fundo um maluco com desejo de vingança. Essa foi sua herança: vingar seu pai.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O fim e o começo [Martha Medeiros]

Antes de acabar o ano de 2012 acendi doze velas e ao apagá-las antes da meia-noite apaguei tudo aquilo que não me fez bem no ano que acabava: dor, sofrimento, ressentimento, mágoas, inveja, desilusões, fofoca, tristeza, perdas, falsidade, rancor e raiva.

Acendi uma décima terceira vela, a que representaria o ano de 2013. Antes de apagá-la agradeci por tudo o que vivi em 2012 porque se não tivesse passado por tudo isso não seria uma pessoa melhor para o ano que acaba de nascer.

Perfeitos não somos e nunca seremos. Tentar aprender os erros e as tristezas é essencial para nos tornarmos pessoas melhores. E assim busco fazê-lo e ter um novo ano melhor.

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O fim e o começo [Martha Medeiros, 30/12/2012]
Como era de se esperar, não teve fim de mundo. Mas 2012 não foi um ano qualquer. Muitas pessoas a minha volta sentiram algo parecido com o que senti: que este foi um ano de intensidade única, com uma energia capaz de encerrar etapas. Um ano de despedidas, algumas concretas, outras mais sutis. Houve quem tenha terminado casos mal resolvidos, quem tenha se conscientizado de um problema que não queria ver, quem se deu conta da fragilidade de uma situação, quem tenha aceitado um desafio que exigiu coragem, quem tenha enfrentado uma situação transformadora, quem tenha se jogado num estilo de vida diferente. Olho para os lados e vejo que 2012 não passou em branco para quase ninguém. Pelo menos não para mim, nem para pessoas próximas.
Meu microcosmo não revela o universo inteiro, lógico. Você talvez não tenha percebido nada de incomum no ano que passou, mas ainda assim seria interessante promover um fim categórico, encerrar o ano colocando uma pedra em algo que não lhe convém mais. Geralmente chegamos ao final de dezembro focados apenas no recomeço, na renovação, nos planos, sem nos darmos conta de que, para que nossas resoluções sejam cumpridas mais adiante, não basta pular sete ondas, comer lentilhas e outras mandingas. É preciso que haja, sim, o fim do mundo. O fim de um mundo seu, particular. 
Qual o mundo que você precisa exterminar da sua vida?
Sugestão: o mundo do bullying cibernético. Ninguém é autêntico por esculhambar o trabalho dos outros, sendo agressivo e mal-educado só porque tem a seu favor o anonimato na internet. Perder horas na frente do computador demonstra sua total incapacidade de convívio. Bum! Fim desse mundo estreito.
O mundo da prepotência, aquele que faz você pensar que todos lhe estenderão um tapete vermelho sem você precisar dar nada em troca. Qualquer um pode ser profético quanto a seu futuro: passará o resto da vida achando que ninguém lhe dá o devido valor, isolado em sua torre de marfim.
O mundo obcecado do amor doentio, aquele amor que só persiste pelo medo da solidão, e que de frustração em frustração vai minando sua possibilidade de ser feliz de outro modo.
O mundo das coisas sem importância. Quanta dedicação ao sobrenome do fulano, à conta bancária do sicrano, à vida amorosa da beltrana, o quanto ela pagou, o quanto ele deveu, quem reatou. Por cinco minutos, vá lá. Os neurônios precisam descansar. Mas esse trelelé o dia inteiro, socorro.
O mundo do imobilismo. Do aguardar sem se mover. Da espera passiva pelo momento certo que nunca chega.
O ano de 2012 prenunciou um cataclismo, só que não era global, e sim individual. Impôs que cada um desse um fim à vida como era antes e que promovesse uma mudança interna, profunda e renovadora. Feito?
Então que venha um 2013 do outro mundo para todos nós.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Livro: A roda do renascimento [Mestre Hsing Yün]

Mais um livreto da série sobre o budismo, A roda do renascimento busca explicar a razão pela qual os seres humanos renascem.

A base do budismo está na lei da causa e condição e, por consequência isso forma o nosso carma, positivo ou negativo, acumulado nesta ou vidas passadas. Enquanto houver carma seguiremos renascendo como uma forma de aprimorar o espírito, até estar livre do sofrimento e encerrar o ciclo de renascimento.

"Se quisermos transcender o renascimento, devemos antes conhecer a razão pela qual renascemos. A razão do renascimento é o nosso apego, enquanto a circunstância do renascimento é determinada pela natureza do nosso carma. [...] Se cortarmos uma árvore sem arrancar-lhe a raiz, a árvore crescerá novamente. Se nos libertarmos dos nossos desejos sem erradicar suas causas, teremos de viver várias vezes a dor do renascimento." [pág. 48]

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Livro: Férias [Marian Keyes]

Decepcionante! :( Essa foi minha impressão do livro. Adoro os livros da autora, o bom humor irlandês. Em livros anteriores como "Um best seller pra chamar de meu" gargalhava, chorava de rir com as personagens. Mas Férias! é tudo, menos divertido como alguns reviews na contra-capa afirmam.

O livro até parecia engraçado no começo com os tropeços de Rachel, seu lado atrapalhado, os porres, os caras... Porém, por trás de tudo isso havia algo mais sério: drogas e bebidas.

Rachel tem uma overdose, quase morre e seus pais decidem interná-la no Claustro, um rehab. Ela acredita que está a caminho de um belo spa, frequentado por gente rica e famosa, passando o dia fazendo massagens, ginástica e outras baboseiras. Mas a realidade do Claustro é bem diferente desse mundo cor-de-rosa. Lá existem pessoas comuns que como Rachel tem algum vício e precisam de tratamento. Rachel não está feliz, sofre muito, não aceita a doença. É duro, é difícil.

A versão "divertida" de Rachel durante o rehab é, em parte, a experiência de vida da própria autora. Todo mundo conhece alguém que sofre (sofreu) de alcoolismo ou de drogas. Sabemos que não é divertido, pelo contrário é um sofrimento para todos que estão em torno do doente.

Talvez a autora tenha buscado trazer mais clareza sobre a situação para seus fãs, mas ainda assim não consegui achar a história engraçada. Deprimente ver o nível que essas pessoas doentes chegam por mais um trago ou um copo ou uma partidinha. Como ser engraçado? :-/

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A fábula dos lobos

- Vovô, por que os homens lutam?

O velho, com os olhos voltados para o sol poente, para o dia que perdia a batalha para a noite, falou com voz calma.

- Todo homem, cedo ou tarde, é chamado a lutar. Para cada homem, há sempre uma batalha à espera de ser travada, vencida ou perdida. Porque o confronto mais feroz é o que acontece entre dois lobos.
- Que lobos, vovô?
- Os que o homem carrega dentro de si.

O menino não conseguiu entender, mas esperou que o avô rompesse o instante de silêncio que deixara cair entre eles, talvez para acender sua curiosidade. Por fim, o velho, que tinha dentro de si a sabedoria do tempo, recomeçou em seu tom calmo.

- Há dois lobos em cada um de nós. Um é mau e vive de ódio, ciúme, inveja, ressentimento, falso orgulho, mentiras, egoísmo.

O velho fez uma nova pausa, dessa vez para dar-lhe tempo de assimilar o que acabara de dizer.

- E o outro?
- O outro é o lobo bom. Vive de paz, amor, esperança, generosidade, compaixão, humildade e fé.

O menino pensou um instante no que o avô tinha acabado de dizer. Depois, deu voz à sua curiosidade e a seu pensamento.

- E qual dos dois lobos vence?

O velho cherokee se virou para olhá-lo e respondeu-lhe com os olhos límpidos:

- Aquele que você alimenta melhor.

[Extraído do livro "Eu sou Deus" de Giorgio Faletti, págs 72-73]

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Feliz Natal, Super 2013!



Ninguém disse que ia ser fácil. Ainda assim o saldo de 2012 é positivo. Vale a pena refletir um pouco sobre o que éramos em 01/01/2012 e como chegaremos em 31/12/2012.

Estamos sempre tão ocupados, correndo aqui e acolá como se o mundo fosse acabar. Será?

O limiar entre a vida e a morte é ínfimo. Precisamos cuidar da gente, do nosso corpo e da nossa alma. Não se negligencie!

Quando chegar a sua hora, a vida dos outros segue e a sua não. Daí não haverá mais tempo para dizer o que não foi dito, fazer o que não foi feito.

Não inveje! Nem sempre a grama do vizinho é mais verde. Você não sabe o esforço e obstáculos enfrentados para chegar até ali.

Agradeça todos os dias pelo o que você tem, não apenas os bens materiais. Há muitas pessoas que passaram pela sua vida que foram essenciais para você ser o que é hoje. E lembre-se: sempre haverá alguém em situação pior que a sua. Seja grato!

Seja generoso. Seja voluntário**. Faça a sua parte!

Dê muito beijo na boca pra ser feliz. Não tenha medo ou vergonha de amar. Fale ou demonstre seus sentimentos àqueles que são importantes pra você.

Se você tem um sonho, acredite e mexa-se: there’s no free lunch. Não espere que o êxito venha sem esforço ou que alguém fará por você. It’s up to you!!

Viva o hoje e descubra como é bom ser feliz por nada! :)

“O essencial é invisível aos olhos.” [O Pequeno Príncipe]
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** Muitos de vocês tem filhos e sobrinhos em idade escolar. Se tiver livros sem uso ou que não há interesse em manter, nos ajude a formar uma nova geração de leitores. Doe um livro! Vá até uma loja da Droga Raia e ajude a campanha Doe um Livro no Natal.

Eu já fiz a minha parte. E você? :)

domingo, 16 de dezembro de 2012

Livro: O pequeno príncipe [Antoine de Saint-Exupéry]

Poderia resumir esse post somente com uma (se não a mais) tocante e bela frase de todo o livro.

Apesar de ser considerado um clássico da literatura infanto-juvenil, a verdade é que O Pequeno Príncipe não tem idade. O livro fala sobre pessoas e seus valores, sobre aquilo que damos ou deveríamos dar mais importância confrontando a visão de uma criança (o príncipe) e de um adulto.

O principezinho vive solitário no seu planeta cuidando de três vulcões e uma rosa. Ela é sua única amiga. Decide porém explorar outros mundos. No primeiro planeta visitado encontra um rei que dá muito valor à sua autoridade de rei que és, mas ele não tem súditos, vive também sozinho em seu pequeno planeta, então como poderia ser rei? Disse o rei:

"Tu julgarás a ti mesmo. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio."

O pequeno príncipe decide seguir sua viagem e no que segundo planeta encontra um homem muito vaidoso, que acredita estar no centro das atenções, que os demais são seus admiradores. Os vaidosos não ouvem os outros, só ouvem os elogios. No planeta seguinte encontra um bêbado melancólico que bebia para esquecer da vergonha que sentia de si mesmo. O principezinho conclui que "as pessoas grandes são decididamente muito bizarras". Antes de chegar à Terra o menino ainda conhece um homem de negócios, um acendedor de lampião e um geógrafo. Com cada um deles aprendeu algo sobre as pessoas grandes, ainda assim decidiu seguir sua jornada rumo à Terra, onde de verdade aprenderá e ensinará os valores do que realmente importa nessa vida.

sábado, 8 de dezembro de 2012

#DoeUmLivroNoNatal

Ontem foi dia de fazer uma boa ação. Em setembro no meu aniversário pedi aos amigos que em vez de presentes me dessem livros usados (ou não) para doar à campanha Doe um Livro no Natal, que visa arrecadar livros para distribuir em comunidades carentes e em escolas e bibliotecas públicas.

Quer doar um livro? Vá a qualquer loja da Droga Raia e deposite os livros no baú da mocinha ao lado. Todos nós precisamos ir à farmácia, simples e rápido de doar e ajudar a formar novos leitores.

Além dos 17 livros entregues para essa campanha, outra parte dos livros arrecadados foram doados para o Instituto Educacional MEI MEI, em Campinas. A campanha está sendo promovida pela empresa onde trabalho que contribuiu com a reforma da biblioteca. :)

Siga no Twitter: @doeumlivro
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