terça-feira, 7 de setembro de 2010

Enfrentando seus próprios medos

É tão fácil dar risada do medo do outro, mas quem não tem um medo? Por que criamos medos ao longo de nossas vidas?

Quando somos crianças temos pouca (ou nenhuma) noção do perigo. Temos poucos bloqueios porque ainda não vivemos tanto para criar amarras, defesas. As crianças simplesmente se "lançam" para o perigo sem medir a eventual consequência daquele ato.

O que é mais corajoso: enfrentar seus medos ou reconhecê-los sem vergonha do que os outros vão dizer? A grande maioria diria que você deve enfrentá-los, mas nem sempre é assim tão fácil.

Num primeiro momento pensei quão humilhante era ver um garotinho de 4 anos pulando de uma tirolesa com 62m de altura e 350m de extensão e eu voltando para a terra sem ter

Depois de ter subido infinitos degraus até chegar ao topo da torre com toda a parafernália necessária para fazer a tirolesa, travei. Eu pensei que chegando lá em cima eu pularia, simples assim. Mas as pernas não conseguiam se mover, sentia o sangue correndo nas veias, mas suava frio, a respiração ofegante. As mãos não soltavam da barra. Não deu. Beirou o pânico me ver àquela altura.

No geral não sou muito medrosa. Ok, barata não conta porque isso é pavor. Rs... Mas já fiz esportes radicais como rafting, snowboarding, caminhadas em montanha de neve voltando à terra firme à noite, sem qualquer outra iluminação que não a da lua, e adorei, simples assim. Mas me "jogar" pra brincar de passarinho não rolou.


Meu corpo não reagiu bem. A descarga de adrenalina foi tanta que as pernas ainda tremiam, bambeavam após meia hora da desistência. É importante conhecer seus limites e não ir além daquilo que talvez não possa suportar.

Aprendi com essa experiência que não é vergonha demonstrar fraqueza e saber pedir ajuda não dói. Há momentos na vida que devemos deixar de querer provar algo aos outros como auto-afirmação. O mais importante é receber o apoio de quem lhe interessa e está disposto a ficar do seu lado.

+links: Sobre o medo - Ecce Medicus

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