quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A CBV perguntou e eu respondi

Hoje recebi um e-mail da CBV - Confederação Brasileira de Vôlei pedindo minha opinião sobre o vôlei de praia nacional. A-D-O-R-O uma pesquisa! Hehehe... :)

Sou uma apaixonada pelo vôlei em geral, de quadra ou de praia, mas a minha queda maior é pela quadra. Das confederações esportivas nacionais, na minha opinião a CBV vem executando um excelente trabalho nas últimas décadas, colocando o voleibol brasileiro na ponta do ranking mundial.


Durante a pesquisa sou questionada sobre o que espero que os patrocinadores ofereçam durante os eventos. Raramente respondo essas perguntas de forma muito extensa, mas a experiência após assistir a três jogos olímpicos em série (2004, 2008 e 2012), Liga Mundial desde 2004 e alguns outros eventos esportivos (além de considerar que em quatro anos o Rio/Brasil será a sede dos próximos jogos olímpicos) acho pertinente compartilhar minha opinião e espero que não só a minha, mas a opinião de tantos outros torcedores sejam lidas e quem sabe vire ação.

Se você também quiser participar da pesquisa e ajudar a melhorar o vôlei de praia brasileiro, acesse esse link.

O que você gostaria que fosse oferecido à torcida pelos PATROCINADORES durante os eventos?

Nada. Muitas vezes vejo um excesso de brindes e limitação de acesso em arenas em jogos de vôlei e vôlei de praia no Brasil que acho desrespeitoso, muitas vezes limitando o acesso do torcedro em algumas áreas do estádio or "forçando" a usar camiseta, boné e etc. que o torcedor não quer. O dinheiro gasto com essa "propaganda" deveríamos investir mais na infra-estrutura das arenas e estádios, dando mais conforto para os atletas e espectadores, na formação e desenvolvimento de novos atletas, na promoção do esporte.

Já estive em 3 jogos olímpicos como torcedora e lá fora tem emoção, tem torcida vibrando. As pessoas vão aos jogos para ver o show que os atletas tem para oferecer, para curtir o esporte. Fazer festa, torcer junto não necessariamente precisa virar uma "promoção gratuita do torcedor para com o patrocinador". Além do que precisamos aprender a ser mais sustentáveis. O LOCOG deu um grande exemplo nesse sentido com a infra oferecida durante os jogos de Londres 2012.

Algo raro de encontrar e que muitos torcedores provavelmente teria interesse é em obter as camisas dos jogadores de vôlei e vôlei de praia. Exceto quando é da seleção de vôlei (e mesmo assim é difícil de achar) não vejo onde comprar uma camisa do time do Rio de Janeiro ou do Sesi ou do Emanuel (da praia). Mas não vale abusar de logos/imagens como viraram hoje as camisas de times de futebol brasileiro, uma grande poluição visual que as tornam feias. 

Acredito que há outros meios que os patrocinadores podem explorar um retorno sobre o investimento e as arenas precisam ser mais democráticas.

Vejo a ideia de termos equipes (sejam de vôlei ou vôlei de praia) com marcas próprias, representando uma determinada cidade, como muito positivo. A NBA é um excelente modelo de como um esporte pode ser rentável, energizante e sempre com estádios lotados, ingressos disputados aos tapas. Nós temos condições de fazer igual, mas precisamos de estádios, ginásios à altura, ingressos para todos os bolsos, dar condições para que todos participem.

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