domingo, 7 de novembro de 2004

Dilema: Ser inteligente, independente e sincera OU ser burra, submissa e indiferente??

Hoje estou cansada, tive um dia muito intenso no trabalho. Aliás, eu ando cansada de muita coisa e talvez esteja me faltando coragem pra tomar uma atitude. Meu problema é que eu penso demais com a cabeça e pouco com o coração. Na verdade, quando eu pensava muito com o coração só me machucava. Acho que hoje sou uma pessoa dura, pelo menos por fora. Por dentro sei que estou me desfazendo em cacos, mas quem me vê, sempre vê uma Tatiana forte, imponente, inteligente e pra alguns arrogante também. Infelizmente não posso fazer com que todos gostem de mim, mas eu sei me impor ainda mais no que se refere a trabalho. Sou brincalhona, mas muito séria. Levo meu trabalho a sério, sei das minhas competências e sei onde incomodo também.

Canso de ouvir "ah, mas vc é inteligente, independente...", mas não entendem que há certas coisas que fazem falta na vida da gente. Às vezes acho que a minha inteligência atrapalha, que a minha independência afasta, que a minha sinceridade é em vão... 3 substantivos muito presentes em mim, que muitos dizem ser muito bom tê-los, mas penso, penso e começo a achar que não. As pessoas acham que minha inteligência é arrogante, a minha independência assusta aos homens que me interessam e minha sinceridade não vale pra nada porque continua tudo na mesma.

Tô começando a achar que bom mesmo é ser burra, submissa e indiferente. Antigamente os homens diziam e procuravam mulheres com os predicados que eu tenho; hoje em dia eles se assustam com mulheres como eu. Por quê? O que há de errado em dizer aquilo que se pensa, em ser intensa nos seus sentimentos, em dizer "eu te amo", "estou com saudades", quero ficar com você"?

Será que não é possível unir razão com emoção? Por que acham que ser independente significa não ser atenciosa, carinhosa, ser uma pessoa dedicada à família, ao parceiro??

Desisti de achar uma resposta pras dores do mundo, pras dores do meu coração. E sigo trabalhando, combustível que ocupa o espaço da falta de um amor, do vazio que encontro dentro de mim. Muitos me questionam porquê tanta dedicação. Dedicação porque gosto do que faço, de onde trabalho, mas também por falta de quem a me dedicar, então me dedico ao meu ego. Faço meu trabalho, busco sempre fazê-lo melhor e assim vou me ocupando...
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